Gearbox: o novo logotipo do Legião

Olá, amigos! Feliz 2012 nesse primeiro contato da nossa caixa de boas ideias. Como vocês já sabem, começamos o ano com vontade de trazer ótimos jogos e dar um excelente suporte aos que já temos na casa, e vamos procurar sempre trazer novidades dos bastidores pra deixar vocês muito bem informados de que pé estamos em cada lançamento, e como estão ficando as coisas. Nesse primeiro momento, vou contar pra vocês como foi que nasceu o novo logotipo do cenário Legião: A Era da Desolação, o filho pródigo do Mr. Pop.

Legião é um cenário concebido pelo nosso amigo mequetrefe em 1997, para o seu grupo caseiro de AD&D, e lançado para d20 ainda em meados de 2005 sem fins lucrativos. Com o advento do Old Dragon, ele decidiu trazer de volta esse mundo tão querido dele com uma reformulada imensa, dando um ar apocalíptico hardcore para a ambientação e dando uma gigantesca recauchutada nos conceitos, ao invés de só adaptar as regras para o OD. Deuses morreram, impérios caíram e hordas de mortos-vivos caminham pela terra, enquanto heróis e vilões – cuja diferença é tênue – provam seu valor.

Nesse clima carregado, decidi que o logotipo provisório feito em 2010 (quando começamos a pensar na reformulação) não expressava mais todo o poder que o cenário transpira, principalmente com as primorosas ilustrações do Roy Ugang (um exemplo é a bela cena com o dragão no hotsite). Sendo assim, vamos lá projetar.

Eu sabia, desde o começo, que precisava lidar com a tipografia e alguma forma simples, no máximo – porque o nome Legião é muito forte, de modo que muito fru fru ia fazer com que o título ficasse perdido. Porém, queria usar formas retas e ao mesmo tempo dar solidez ao tipo. Nesse momento lembrei da fonte Ringbearer, uma das mais belas formas de fantasia que conheço (ao lado da Ptera e da Friz Quadrata), mas ela ainda precisava de uns ajustes.

Tem muita teoria mela cueca em logo design, mas eu não vou te chatear falando sobre forma e composição, basta dizer que certas letras têm potencial dramático em um logo, como o R, o Q, o A, o T e o L (basicamente, todas que têm “perninha”). Assim, deixei o L maior e mais expressivo, e cresci o A para equilibrar a composição. Note que mesmo com o nome em maiúscula o poder da inicial é evidenciado, principalmente pela relação entre as letras L e E, e a sutil ligação da serifa (essa “haste” que algumas fontes possuem) do I com a do A.

Depois de posicionar todas as letras, o próximo passo foi aplicar um traço mais estilizado e reto para o nome. Alguns cliques aqui e ali no Illustrator… Voilá.

E então, dar solidez ao danado. Efeito de extrusão, cola no Photoshop, cata umas texturas de rocha, joga umas camadas de rocha incandescente, faz uma plaquinha atrás, efeito de metal, brilho, um slogan legal… Pronto!

Fácil, né? O próximo passo então foi jogar na capa, adicionar elementos de capa e passar pro pai da criança aprovar. Em breve vamos mostrar a capa pra vocês também, mas por enquanto, vocês já sabem que o cenário que vem por aí vai trazer uma personalidade bem forte, tanto no material de campanha de primeira quanto na arte bem climática.

Até a próxima!