Sobre o Jogo

LADY BLACKBIRD está fugindo de um casamento arranjado com o Conde Carlowe. Ela contratou um navio voador de contrabando, o Coruja, para levá-la de seu palácio no mundo Imperial de Ilysium para as distantes paragens dos Ermos para então ficar com seu amor secreto, o rei pirata Uriah Flint.
Entretanto — Pouco antes de chegar ao meio da viagem para o caminho do Céu, o Coruja foi perseguido e capturado pelo cruzador Imperial Mão do Infortúnio, sob o argumento de voar com uma bandeira falsa. Agora mesmo Lady Blackbird, sua escolta, e a tripulação do Coruja estão detidos na prisão, enquanto o comandante do cruzador, Capitão Hollas, aguarda a confirmação da matrícula do Coruja via rádio.
É apenas uma questão de tempo antes que se descubram as ordens de prisão pendentes para o Coruja e que ele é propriedade de ninguém mais do que o infame fora da lei Cyrus Vance.
Como Lady Blackbird e os outros escaparão da “Mão do infortúnio”? Quais outros perigos repousam em seus caminhos? Estarão eles aptos a encontrarem o covil do rei pirata? Se conseguirem, Uriah Flint aceitará Lady Blackbird como sua noiva? E ao conseguirem, seguirá ela desejando o antigo amor?
Resenhas
O jogo é rápido de ler, agradável e traz diversas boas idéias. O capítulo do mestre (que ocupa uma página) vale a leitura mesmo para quem não pretende jogar Lady Blackbird. Seu sistema acessível é bom para iniciantes, sendo algo fácil de entender e utilizar rapidamente. Além disso, o fato de usar fichas prontas evita a necessidade de construção de personagens, o que facilita a introdução de novos jogadores ao hobby. E para jogadores mais experientes, Lady Blackbird é uma boa opção de jogo alternativo que conseguiria se sustentar numa campanha. O sistema não apenas me cativou muito como também todos aqueles que participaram da sessão. Após a partida os jogadores pediram para eu adaptar o cenário de Tormenta D20 (na época não era ainda o TRPG) para o sistema do Lady Blackbird. Eles acharam o sistema muito ágil, simples e equilibrado, adoraram o foco na narração atrelado a evolução dos personagens. É um daqueles casos que nos mostram que regras podem, sim, estar amarradas à interpretação, sem cair na abordagem comum (e fraca) de regras para interpretação. O sistema aqui não recompensa sua habilidade de memorizar páginas e páginas de regras, de montar o personagem “mais forte” e usá-lo “para ganhar”. O sistema de recompensa premia a habilidade do jogador em combinar o conceito de seu personagem em ações evocativas que, por sua vez, ajudam a aventura a seguir em frente.
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